THE HANDMAID´S TALE / O CONTA DA AIA / A SÉRIE QUE VAI CHOCAR VOCÊ - InterC@chos

27 fevereiro 2019

THE HANDMAID´S TALE / O CONTA DA AIA / A SÉRIE QUE VAI CHOCAR VOCÊ

Olá meus amores hoje venho com a minha visão sobre uma série que me abalou profundamente em todos os sentidos.
Então o #PipocandocomaDay de hoje é sobre a série O Conto de Aia (The Handmaid's)
Pesquisando bastante descobri que a série é baseada em um romance distópico de 1985 da autora canadense Margaret Atwood.
Mais informações AQUI
CENA QUE ME FEZ CHORAR, TA NA SEGUNDA TEMPORADA.

FALANDO SOBRE A SÉRIE
A cada episodio eu chorava, eu sentia raiva, eu agradecia por não ter que viver aquilo, eram muitas emoções nunca uma série me comoveu assim, nunca tinha mexido comigo assim, apesar de saber que o que eu assistia era uma ficção,  mais depois eu soube que a origem NÃO, segundo a autora em várias entrevista deixou bem claro isso, logo a baixo eu coloquei uma pesquisa que achei no google sobre isso
PADRÃO DAS ESPOSAS.
Por isso não tem como não sentir a dor de June.

O sofrimento dela me tocou bem fundo, tantas coisas que se passaram, a perda de sua liberdade, depois o marido e filha, depois em um lugar onde violência de justifica como um trecho isolado do velho testamento da Bíblia sagrada.
June se vê numa ditadura, um regime instalado no seu país, e do nada ela se vê obrigada a usar um manto vermelho e seguir as ordens, caso contrário será punida e castigada. 
JUNE E SUA FAMÍLIA
Um regime onde somente os homens podem ler, mulheres que possam ter filhos é colocada em lares de comandantes importantes para dar filhos a eles, já que suas subjugadas esposas não podem.
Punições para tudo, se você ler, se você ama, se você beija alguém que ama, sexo somente com quem eles julgam necessário e para procriar é claro.
DETALHE DESSA FOTO: TODAS AIAS SÃO MARCADAS COMO GADO
Eu me vi horrorizada, com algumas cenas, e a raiva não teve como não vir, só posso dizer que as cenas da ´CERIMONIA´
(QUE NA VERDADE É SÓ MAIS UMA FORMA DE HUMILHAR E SUBJUGAR AS MULHERES)

Essas foram as que mais odiei ver, umas delas foi a ultima que Alffred passou, quem assistiu a segunda temporada sabe.

Não quero dar muitos spoilers porque quero muito que fiquem tentado a assistir essa serie, seja homem ou mulher.

Uma coisa que ficou em mim foi, quando nos tira a liberdade, tira-se tudo que somos, acho que qualquer ser humano, tem o direito de escolha que nos foi dado por Deus em sua infinita misericórdia, ele tem o direito de julgar certo ou errado.
AMIGA DE JUNE, ELA SOBRE DEMAIS GENTE
Minhas impressões sobre cada Temporada
1 Temporada
Gente eu fiquei impactada com essa série, como seria o mundo se piorasse o machismo e a violência, um mundo onde as mulheres fossem humilhadas por ser mulher hostilizadas por não serem fértil.
Deus nos salve
2 Temporada
Essa com certeza foi a que mais doeu, nossa June sempre se revoltando contra um sistema machista e totalmente doentio, o final me levou as lágrimas, mais vemos Serena já mudado e vendo no que levou suas escolhas.


Os fatos que inspiram O Conto da Aia
(Link da matéria logo a baixo)

AS ROUPAS
Em "The Handmaid’s Tale", as roupas marcam a diferença entre as aias e as mulheres dos comandantes. As últimas usam o azul da pureza, da Virgem Maria, enquanto as aias, mulheres férteis que são usadas para reprodução, usam um traje vermelho, do parto e de Maria Madalena. “Muitos regimes totalitários usaram vestimenta, tanto proibida quando obrigatória, para identificar e controlar pessoas”, escreve Atwood, citando como exemplo as estrelas amarelas que judeus foram obrigados a usar na Alemanha nazista e o roxo romano, cor que simbolizava as classes imperiais em Roma.

FERTILIDADE
No livro, a justificativa para a infertilidade da população é um ambiente tóxico: “O ar se encheu demais de químicos, raios, radiação, a água se contaminou com moléculas tóxicas, tudo isso leva anos para limpar, e enquanto isso elas entram no nosso corpo”, diz a personagem que narra a história, Offred. As chances de ter um filho saudável, no livro, são de 1 em 4. A autora afirma que, atualmente, estudos na China, país que sofre com problemas ambientais, mostram uma queda de fertilidade nos homens.

CONTROLE DE MULHERES E BEBÊS
 Na introdução da nova edição do livro, Atwood escreve que “o controle da mulher e de bebês tem sido uma característica de todo regime repressivo no planeta”. Atwood cita especificamente dois episódios da história que lembram o caso dos bebês de Gilead, que eram afastados das mães biológicas, as aias, após o nascimento. Um deles é o Lebensborn, programa nazista de “aperfeiçoamento” da raça ariana endossado pelo chefe da SS e braço-direito de Hitler, Heinrich Himmler. Um dos objetivos do programa, segundo a revista alemã Der Spiegel, era evitar abortos, que estavam em alta na época, criando famílias “valiosas racial e geneticamente e com muitas crianças”. O segundo caso é o do sequestro de bebês de militantes da esquerda durante a ditadura argentina (1973-1986). Mais de 500 bebês nascidos em prisões foram sequestrados e adotados por apoiadores do regime. O objetivo era tanto afirmar a força do regime quanto reorganizar a sociedade, entregando filhos de “subversivos” a famílias que os criariam de forma favorável ao regime. Até hoje, o grupo Avós da Praça de Maio procuram essas crianças, cujos pais foram mortos. Cerca de 120 delas já foram encontradas.

PROIBIÇÃO DE LER
Na trama, as mulheres de Gilead são proibidas de ler. Há cenas que mostram queima de livros. Isso já ocorreu em diversos momentos da história, entre eles no período da Inquisição espanhola, em que obras consideradas hereges foram destruídas.  Atwood também lembra a proibição de escravos americanos de aprender a ler e escrever. Segundo historiadores, acreditava-se que a educação era uma ferramenta de poder e que, se os escravos pudessem ler, eles poderiam se rebelar.

DISPUTA ENTRE GRUPOS
Na obra, uma religião dominante está eliminando as outras, e não apenas os não religiosos. Os católicos e batistas estão sendo mortos pela seita que domina Gilead, enquanto os quakers foram para a clandestinidade e ajudam mulheres a fugir para o Canadá. Segundo Atwood, grupos que a princípio compartilhavam valores semelhantes já se mataram em disputas de poder, como os mencheviques e os bolcheviques durante a Revolução Russa de 1917. Em relação aos quakers, ela cita a existência de grupos religiosos que, atualmente, lideram movimentos de proteção a grupos vulneráveis, inclusive mulheres.

Link para matéria: https://www.nexojornal.com.br/expresso/2017/11/28/Quais-os-fatos-reais-que-inspiraram-The-Handmaid%E2%80%99s-Tale

DETALHES E SINOPSE
Baseado na obra de Margaret Atwood, The Handmaid's Tale conta a história na distopia de Gileade, uma sociedade totalitária que foi anteriormente parte dos Estados Unidos. Enfrentando desastres ambientais e uma taxa de natalidade em queda, Gilead é governada por um fundamentalismo religioso que trata as mulheres como propriedade do estado. Como uma das poucas mulheres férteis restantes, Offred é uma serva na casa do comandante, uma das castas de mulheres forçadas à servidão sexual como uma última tentativa desesperada para repovoar um mundo devastado. Nesta sociedade aterrorizante onde uma palavra errada pode acabar com sua vida, Offred vive entre comandantes, as suas mulheres cruéis e seus servos - onde qualquer um poderia ser um espião para Gilead - tudo com um único objetivo: sobreviver e encontrar a filha que foi tirada dela.

Quer mais curiosidades sobre essa serie confere o vídeo onde falo mais sobre ela.
Este foi o post de hoje, comente aqui se já sofreu alguma violência, como conseguiu vencer, e se já assistiu essa serie, se conhecia, enfim, me conta tudo nos comentários.

Beijos e até a próxima.

comentário(s) pelo facebook:

22 comentários:

  1. Estou na primeira temporada, de tanta falarem dessa série e depois de conferir o trailer fiquei curiosa pra assistir.

    ResponderExcluir
  2. Bem interessante a série, ainda não tinha ouvido falar!

    ResponderExcluir
  3. Terei que pesquisar mais , ainda não conhecia a série . Grata pela dica

    ResponderExcluir
  4. Vou procurar assistir ainda hoje, gosto de séries que me fazem pensar

    ResponderExcluir
  5. Eu tô em choque com sua resenha,achei super intensa, mas não assistiria, iria doer muito, e eu ia passar muita raiva com o enredo! O Conto de Aia (The Handmaid's) é com certeza uma série pra quem tem estômago e nervos fortes!

    ResponderExcluir
  6. Li o livro primeiro e depois li a série, e nossa, que história! Mal posso esperar pela terceira temporada

    ResponderExcluir
  7. Nossa minha amiga assistiu e esta lendo o livro. Eu nao tinha prestado atenção antes, agora lendo seu post me bateu uma curiosidade. Vou ver se acho no netflix ou pra baixar. Adoro suas indicações e resumos pq assim ja sei mais ou menos o que acontece.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Na Netflix não tem só na GloboPlay amiga, no vídeo deixei links pra baixar

      Excluir
  8. Já ouvi falar mas nunca assisti...o tema é bem interessante
    Gostei, muito legal!
    Blog ArroJada Mix|Blog Prosa e Texto|Blog Vapor da Cozinha

    ResponderExcluir
  9. Poxa vida será que vou ter estômago pra ver essa série?
    É mto chocante e marcante até mesmo as mulheres sendo marcadas como se fosse um gado.
    Quero assistir vou criar coragem.
    Ainda mais vendo o vídeo que vc fez no canal.
    Bjs

    ResponderExcluir
  10. ë uma das minhas séries favoritas!!! Realmente é impactante e Elizabeth Moss dá um show. Já tinha me apaixonado por ela em Mad man

    ResponderExcluir
  11. Day, você arrasou no post, super completo, vários pontos que eu nunca tinha pensado sobre, que eu não fazia ideia. Vou voltar a assistir por causa da você!

    ResponderExcluir
  12. Essa é uma série que acho que jamais assistiria. É muito pesado pra minha cabeça rsrsrsrr.

    ResponderExcluir
  13. Sabe o que é mais triste, que se o mundo continuar caminhando do jeito que está, esse futuro distópico pode vir a acontecer.
    Deus queira que não

    ResponderExcluir
  14. Que interessante! Se o piorasse o machismo eu não sei o que seria de nós, talvez seria o caus. Achei muito interessante, vou assistir.

    ResponderExcluir
  15. Eu sinceramente assisti um pedaço e fiz até resenha quando lançou e realmente a dor e revolta toma conta da gente.

    ResponderExcluir
  16. Quero muito tanto ler o livro quanto ver a série e já estou preparando o meu psicológico porque sei que vai ser impactante e forte.

    ResponderExcluir
  17. Essa série está sendo muito comentada, realmente é muito forte e chocante, estou ainda no começo. Quanto ao livro dizem que é fantástico!!

    ResponderExcluir
  18. Tudo que tenho acompanhado sobre a série é puro elogio e entusiasmo com o contexto geral da obra, estou muito curioso e instigado a conhecer, pode muito bem retratar a realidade de forma metafórica ou, numa hipótese talvez exagerada, prever um retrógrado futuro que forças opressoras buscam impor...

    Abraços!

    ResponderExcluir
  19. Comecei a assistir essa semana, ela é pesada mesmo, da aquele medinho (imagine se)!
    Mas estou gostando muito de assistir.

    ResponderExcluir
  20. Ja escutei falar que é muito bom, e já quero muito assistir também!

    ResponderExcluir
  21. Confesso que já vi algumas indicações dessa série, me pareceu conter alguns momentos bem intensos e tudo mais rsrs.
    Pra quem curte algo desse estilo, acho que vale a pena ver.
    https://blogdajenny2014.blogspot.com/

    ResponderExcluir

SUBIR