24 julho 2021

O CONTO DA AIA / MINHA OPINIÃO SOBRE A SÉRIE

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 Oi meus seguidarlys, tudo bem com vocês hoje por aqui tá um pouquinho diferente eu reprisei umas das séries mais impactantes que já assisti, O CONTO DA AIA, uma história onde as mulheres são colocadas como protagonistas, e acima de tudo nos dá uma lição, nunca subestime uma mulher, nunca.

Sobre a série: Depois que um atentado terrorista ceifa a vida do Presidente dos Estados Unidos e de grande parte dos outros políticos eleitos, uma facção católica toma o poder com o intuito declarado de restaurar a paz. O grupo transformou o país na República de Gilead, instaurando um regime totalitário baseado nas leis do antigo testamento, retirando os direitos das minorias e das mulheres em especial. Em meio a isso tudo, Offred é uma "handmaid", ou seja, uma mulher cujo único fim é procriar para manter os níveis demográficos da população. Na sua terceira atribuição, ela é entregue ao Comandante, um oficial de alto escalão do regime, e a relação sai dos rumos planejados pelo sistema.


Onde eu assisto: Baixo da internet

Quantas Temporadas: 4 Temporadas

Quantas já assisti: 3 Temporadas


Imagine um regime onde a lei é mais que machismo, beira ao terror, onde a voz é silenciada, torturas são rotina, onde se tem dois ou três comprimentos, onde a roupa e cor dela, falasse por você, imagine isso em um mundo onde você fosse como um gado, será mesmo que as AIAS são semelhantes ao gado?


Eu estou falando da série que impactou minha vida de uma forma significativa, hoje eu sou agradecida pelo simples fato de falar livremente, onde o fato de não ter filhos, fosse uma lamentável situação do destino, e não uma ira de Deus .

Eu percebi que a primeira temporada foi para nos apresentar GIlead e suas leias, homens que buscam poder sem pensar na pessoa como ser humano, onde quem é contra suas ideologias e suas crenças, são abatidas, torturadas e condicionadas a menos que nada.


Alguns episódios são de cortar o coração ao meio, um nível horroroso de violência e trauma, uma mistura horrorosa.

A série narra a história de June , uma AIA que desde do começo se mostrou uma mulher forte e apaixonada e vi ela se definhar com o terror do casal Watford, no começo vemos Serena (Senhora Watford), inocente e modesta, parecia uma mulher hostilizada pelo marido, mais ao mesmo tempo onde flash que voltava ao passado, mostrava Serena, uma mulher brilhante e inteligente, linda, acima de tudo linda.


Mais no último episódio nós vimos a fúria de Serena e como comandante era pequeno diante dela, e vimos também um homem diminuído e reduzido, e quando isso acontece ele se torna vingativo e rancoroso, será que June é mais forte que a AIA anterior, ela se enforcou no quarto, infelizmente.


A cena onde ela tortura June dentro do carro, foi onde não teve sangue, mais teve desespero em ver sua filha pelo vidro do carro, uma tortura que me rascou a alma, como June estava gravida, ela viu o momento de usar "Enquanto meu bebe estiver seguro, a sua filha também estará".


Uma mulher é uma rosa, mais para Gilead, as AIAS como suas roupas teriam que sangrar, pois segundo eles, só assim se aprende, só assim são castradas e ensinadas.


Várias vezes eu vi nossa June lutando contra sentimentos, que afloraram nela, era tão difícil para ela superar tudo, eu quase sentia a dor dela, June teria uma noite por mês, e naquela noite ela seria estuprada e violada, para engravidar do comandante, devido a infertilidade de sua esposa Serena, e nessa noite era mais que um "ato" era uma "cerimônia", onde a Bíblia era o centro, onde uma decisão de Raquel lá atrás, era colocada em ação, uma cena bizarra, algo que é difícil explicar com palavras.

E são tantos momentos que me peguei irritada com tanta injustiça contra June, os choques, os socos, até mesmo uma ilusão de amor.


"Para existir algum tipo de esperança, mesmo na futilidade"


Palavras de uma heroína que escolheu não ser uma assassina, onde iria ser castigada por isso, foi uma das cenas mais lindas, foi ali que o manto vermelho nasceu, mulheres férteis se uniram? NÃO! mulheres se uniram, foi uma cena emocionante, um sentimento tão lindo e puro, eu queria ver isso mais vezes, quero isso pro mundo onde eu vivo, mulheres unidas, lutando uma pela outra.


"e assim eu entro, embargo na escuridão, ou talvez na luz"


A segunda temporada começou com a fuga de June, a primeira que ela se viu longe de Gilead, no decorrer das cenas se viu ligada a Serena e se agarrou a momentos onde mulheres tiveram por um segundo ou poder que a tempos não sentia, Serena viu além das leis, ela viu que a escolha dela matou ela por dentro, e que sentia falta de ter o poder de fazer escolhas.


AIAS e seus bebês, será mesmo que podemos acreditar nisso? Afinal o laço entre mães e filhos são inquebrável, e Tia Lydia viu isso, todos viram isso, a maternidade não é a gestação, é os nove meses que você ama e protege seu bebê no ventre, é você amar tanto que seu coração chega a doer, é horrível pensar como é difícil deixar seu bebê, logo que ele nascer?


Serena viu também seu marido como todas as AIAS viam, um homem que sentou na arrogância e se mostrou autoritário diante do momento breve de poder da AIA  e Serena.


A segunda temporada veio para nos mostrar ainda mais a dor de June vendo sua filha mais velha por um vidro, e sua bebe sendo tirada dela, que horror imaginar a dor dela nesses momentos, eu vi a June mudar literalmente e aquele fio de esperança que tinha nela, foi saindo e colocando desespero no lugar, mais a fuja dela e de Emily também foi uma esperança para ela, mas ela não conseguiu ir pois Hannah estava ainda no inferno chamado Gilead, e ela não podia deixar sua bebe lá, então deu Nicoly para Emily, mais uma filha que foi separada dela, mais dessa vez não foi arrancada de seus braços, foi escolha dela e digamos que para minha surpresa de Serena também.


Foi uma temporada de muitas demonstrações de como Gilead foi horrível para muitas garotas, para AIAS, FILHAS,ESPOSAS, TIAS.


Serena perdeu um dedo por ler um versículo das escrituras, e foi ali que seu marido quebrou ela, vimos ela e June se unindo e fazendo uma fronte unida, mais isso não durou muito, a terceira temporada vi ela sucumbir pelo delírio de ser mãe de Nicole, e olha e estou ansiosa para ver a queda de Gilead, eu espero que venha logo, espero que June sobreviva e traga uma mulher forte com ela, e não uma mulher quebrada como Gilard queria.

Serena disse algo que me fez pensar "você deveria ser a mais forte de todas" , mas por que isso? porque ela ? foi dito que nunca calcularam corretamente como daria errado lidar com maternidade, pois quando temos um filho é um pedaço do corpo é algo que não dá pra explicar, só é semelhante ao amor de Deus, e as AIAS viam seus filhos sendo acalentados por outras pessoas, elas não eram mães, era um depósito, uma coisa, não tinha valor.


Aqui vai um spoiler , June consegue libertar mais de 54 crianças, algumas Martas, e ver essa cena me comoveu de alguma forma, será que podemos ser assim? Nos desprender, ser solidários, ter empatia, ela salvou todas aquelas crianças, mas sua Hannah estava presa ainda em Gilead.

Espero que isso estimule a curiosidade de vocês assistir essa série, prometo que contém poucos spoolers, e volta aqui para me contar o que achou dessa série, eu fico aqui ansiosa pela 4 Temporada ser dublado.


Para entender mais sobre a série veja no Wikipédia onde explica sobre o livro que originou a série clique AQUI.


Beijos e até breve meus seguidarlys.


7 comentários:

  1. Essa é uma série que vai comover muito, tortura é uma coisa que dói na gente, ainda não conhecia a série, mais confesso que fiquei bastante curiosa, bjs.

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  2. Olá Querida, Tudo bem?
    Não conhecia essa série, mas bastante interessante. Estou muito curiosa pra ver:)
    Bjs Karina

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  3. Eu tenho interesse em assistir O conto da Aia desde que foi lançada, mas eu acho que não tenho um bom psicológico pra isso, por isso estou enrolando até hoje!

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  4. Oi, tudo bem? Assisti a série assim que chegou no Hulu, realmente é muito intensa. A cada temporada a June passa por novas provações. Mas acredito que isso a deixa mais forte. Um abraço, Érika =^.^=

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  5. Eu já assisti as três primeiras temporadas também, estou precisando arranjar um tempo para assistir a quarta temporada. Queria que ela fosse dublada logo também, mas mesmo assim pretendo assistir assim que der. Eu gosto demais dessa série e concordo com os pontos que você abordou, são situações difíceis de se imaginar hoje em dia, mas que sabemos que a qualquer momento podem voltar a acontecer com as mulheres.

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  6. Gosto de histórias políticas. Gostei da fotografia e da sinopse, mais um pra minha listinha de séries ;) que só aumenta rs

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  7. nunca nem tinha ouvido falar dessa série, mas fiquei curiosa pra assistir!

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